A saúde no prato

O que é nutrição?

Nutrição é a disciplina que estuda os alimentos e sua utilização pelo nosso corpo. Este é um elemento-chave da saúde: algumas doenças estão diretamente relacionadas com o que comemos. Reflexões sobre a ciência para a crescente importância.

A importância da boa nutrição não é uma idéia nova … Já há 400 anos (a.C.) Hipócrates disse que “comida é o nosso primeiro medicamento”, e de acordo com a medicina  milenar chinesa, os alimentos também são remédios, o que é importante de segui-la como um manual específico para prevenir e tratar as doenças. nutri

A nutrição no século passado ficou demonstrado o vínculo entre deficiências nutricionais e doenças graves. Estas diferentes formas de desnutrição continuam a ser problemas até hoje em dia  na saúde pública  dos países em desenvolvimento, tais como cegueira, devido à deficiência de vitamina A ou cretinismo, devido à deficiência de iodo.

Atualmente, há evidências de que as duas maiores causas de morte na França – doenças cardiovasculares e câncer – estão ligadas à forma de como comemos. Sabemos também que fatores dietéticos estão associados com a ocorrência de muitas outras doenças comuns como diabetes, osteoporose e obesidade e que uma boa  nutrição é um fator chave na boa saúde. Por exemplo: a aterosclerose, um fenômeno de endurecimento das artérias, pode começar cedo na vida e pode ser interrompida ou mesmo revertida se os ácidos graxos saturados na dieta forem limitados. Da mesma forma pode-se ser geneticamente predispostos a diabetes, mas nunca ser tocado pela doença se um peso aceitável for mantido. Finalmente sabemos a importância de comer fibra dietética para reduzir o risco de câncer de cólon.

É também claro que a nutrição por si só não é o único compromisso para uma saúde melhor e uma vida mais longa, mas está para além da prática regular de exercício físico, a redução do consumo tabaco e álcool, controle do estresse, limitação da exposição a riscos ambientais e outras melhoria da qualidade de vida fatores.

A base de uma boa alimentação é baseada em equilíbrio, variedade e moderação de nossa dieta. Para se manter saudável o corpo precisa de uma certa quantidade de carboidratos, gorduras e proteínas, bem como vitaminas e minerais. Ou a dieta urbana moderna é muitas vezes desequilibrada ou desestruturada e vai junto com uma vida cada vez mais sedentária. A restauração da boa prática é mais difícil do que parece e a educação nutricional deve começar cedo, especialmente considerando a obesidade infantil que vem aumentando em taxas alarmantes nos últimos anos, principalmente no Brasil.

 

 

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Espaguete à Carbonara

para 4 pessoas

1 pacote de 250 g de espaguetes
2 ovos inteiros
4 fatias grossas de presunto
1 lata ou caixinha de creme de leite light
queijo parmesão ralado

macarrao-a-carbonara

Cozinhe o espaguete ao seu gosto em água fervente e ligeiramente salgada.

Faça dourar levemente em uma panela com um fio de azeite de oliva,  o presunto cortado em pequenos quadrados.

Quando o macarrão estiver cozido, escorra-o . Adicione-o rapidamente  ao presunto e junte os ovos  inteiros. Em seguida o creme de leite.

Misture tudo delicadamente até os ovos ficarem bem coalhados. Sirva-o quente com o queijo parmesão ralado.

Cocar Café Gourmet

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Culinária mediterrânea conquista a mesa dos brasileiros

Cardápio, que já é comum em vários países da Europa, ajuda a emagrecer de forma muito mais saudável.

fonte: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2014/08/entretenimento/revista_ag/1495864-culinaria-mediterranea-conquista-a-mesa-dos-brasileiros.html

Imagine uma combinação perfeita na gastronomia, que enche os olhos dos deuses. Com azeite puríssimo, ervas, amêndoas e nozes. Tudo regado a um bom vinho para acompanhar os pratos divinos compostos por alimentos frescos, ricos e regados a carnes magras, hortaliças, frutas, cereais e derivados do leite. Conhecida no mundo pela sua nobreza, a culinária mediterrânea tem conquistado cada vez mais paladares.

Culinária mediterrânea conquista os brasileiros e é mais saudável

Com tanta fartura nutricional, não é à toa que os adeptos de dietas para emagrecer e manter a forma estão se aproveitando dos benefícios desse cardápio para ter uma vida mais saudável e saborosa. A chef de cozinha Cleuza Costa, dona do Della Bistrô, de Vila Velha, conta que o verde e o peixe, principalmente o bacalhau, dominam esses pratos. Os cereais e as massas são só coadjuvantes. A carne vermelha, apesar de menos comum, também ganha espaço em pratos exclusivos feitos com animais de caça. “São receitas leves, fáceis de preparar e que permitem brincar muito na cozinha”, conta.

Cleuza afirma que nem sempre é possível manter 100% do cardápio mediterrâneo, comum em vários países europeus, sendo necessário dar a ele um toque de brasilidade. “O que mais chama a atenção nessa culinária é a produção familiar dos ingredientes usados nos pratos. Geralmente, eles fazem massa caseira, com uma qualidade incrível. Os legumes usados são retirados do quintal. Eles fogem do fast food”, conta.

Culinária mediterrânea conquista os brasileiros e é mais saudável

Mas, afinal, quais são os benefícios da comida mediterrânea para o corpo? São muitos, segundo especialistas. O consumo de frutas e hortaliças, que têm, em grande quantidade, fibras, minerais e elementos antioxidantes, ajudam a emagrecer, manter o peso a até a prevenir doenças, como, por exemplo, o câncer. Também entram nesse cardápio os carboidratos saudáveis, como cereais e massas, responsáveis por dar energia ao corpo.

As leguminosas, ricas em fibra, também não podem faltar no menu mediterrâneo. “Mas é importante lembrar que consumir alguns alimentos, como carnes, por exemplo, também é essencial. O melhor é investir em produtos orgânicos, deixando de lado o açúcar e o carboidrato refinado”, explica.

Segundo Fabiana, a culinária mediterrânea realmente ajuda a pessoa emagrecer. “Mas o ideal é buscar uma dieta feita na medida para cada indivíduo, que supra as suas necessidades”. E, se for possível, ainda seja gostosa.

 O que vai à mesa na culinária mediterrânea

Hortaliças e frutas: Ricos em vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes
Cereais: Fornecem energia, principalmente se for integral. Contém fibras, zinco, fósforo e magnésio.
Leguminosas: Ajudam a regular o intestino e a controlar o colesterol.
Oleaginosas: Fornecem as gorduras boas que ajudam a reduzir o colesterol ruim.
Peixes: Ricos em ácidos graxos e ômega 3, reduzem riscos de doenças vasculares.
Coma com cautela
Leite e derivados: Apesar de fontes de cálcio, alguns derivados, como a manteiga, podem elevar o colesterol.
Vinho tinto: A alta quantidade de flavonoides evita formação de placas de gorduras nas artérias. Mas deve ser usado com moderação.
Azeite: É rico em ácido graxo monoinsaturado, que auxilia na elevação do colesterol bom. Consuma com moderação.

O que essa gastronomia traz de bom

Mais energia
Tem efeito anti-inflamatório
Ajuda no funcionamento do intestino
Reduz o colesterol
Aumenta a massa muscular

 

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Risoto com tomates e manjericão

Esta receita é deliciosamente perfumada com manjericão e parmesão.

4 pessoas

3 tomates bem maduros – 1 cebola média – 250 g de arroz arbório – 1,25 litros de caldo de galinha – 25 cl de vinho branco seco – 100 g parmesão ralado – 3 colheres (de chá) de manjericão picado – 3 colheres (de sopa) de azeite de oliva – 20 g de manteiga.  

risoto

1 – Coloque os tomates lavados e cortados em cubos numa panela com o azeite de oliva. Cozinhe-os em fogo brando por 10 minutos e reserve.
2 –  Misture o caldo de galinha e o vinho branco seco em uma panela e leve para ferver. Mantenha-o quente.
3 –  Derreta a manteiga em uma panela e frite a cebola picada, mexendo sempre até dourar. Adicionar o arroz, misturando bem até que todos os grãos estejam brilhantes com a manteiga. Adicione o equivalente a uma concha do caldo quente. Cozinhe em fogo baixo, mexendo sempre, até que o líquido seja absorvido pelo arroz. Repita o processo diversas vezes, com o caldo restante.
4 –  Acrescente o tomate, queijo e manjericão. Mexa suavemente e sirva-o imediatamente.

Cocar Café Gourmet

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As pias de cozinha – zonas de contaminação

As pias  são uma das mais importantes áreas de trabalho na cozinha,  não apenas para o que desempenhamos nelas, como  lavagens e preparação de alimentos,  mas também porque as suas características únicas as tornam um ponto de contaminação de alto risco para a nossa saúde.

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Sendo a pia uma zona úmida e combinada com a presença constantemente de restos de alimentos, estabelece assim as bases para o rápido desenvolvimento de microorganismos. Se esses dois fatores somados  às altas temperaturas típicas do verão ou constantes de lugares geograficamente quentes,  a pia pode se tornar um “laboratório de cultura de germes e bactérias” para atuarem como fonte de infecção e contaminação do resto de toda cozinha e dos alimentos que são preparados na mesma. Por estas razões, é de grande interesse avaliarmos cuidadosamente a escolha dos tipos de pias,  dos materiais dos quais  elas são fabricadas e a sua localização  na cozinha,  esses cuidados não só determinam o seu grau de risco, mas também a sua limpeza e manutenção futura.

Uma pia que é usada para a manipulação de alimentos e da limpeza de todos os materiais que utilizamos na cozinha   deve estar constantemente bem desinfetada. O ideal seria todos termos um pia de duas cubas. Uma só para lavagem de alimentos e a outra para os materias de trabalho.

Depois que finalizamos a lavagem dos materias de cozinha   é preferível  secá-los  com um pano limpo e guardá-los em seus respectivos lugares. Dessa forma os manteremos  livres de possíveis fontes de contaminação.

A limpeza e desinfecção da pia depende do material que ela é fabricada. Consulte o seu fabricante. Após o processo de limpeza devemos enxaguá-la muito bem e principalmente secá-la com um pano limpo de uso exclusivo. Devemos também prestar  atenção na desinfecção das  esponjas e panos de limpeza que utilizamos em nossas pias.  Nunca os deixem sobre ela após o uso, mesmo que estejam limpos. Substitua-os regularmente. A maioria dos panos de limpeza podem e devem ser lavados  com água quente.

Evite as lixeiras sobre a pia, dê preferência por um saco plástico e descarte-o assim que terminar o seu trabalho na cozinha.

Utilize também regularmente um limpador para a tubulação (canos) e siga as instruções do fabricante. No caso de um entupimento, você deve agir imediatamente e evitar que a água se acumule no interior da pia.

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Açúcar: os perigos do excesso para a saúde

Anteriormente  publicamos um artigo no blog que nos alerta de como podemos diminuir o consumo de sal.

Agora é a vez do outro vilão que também está fortemente presente na nossa alimentação: o açúcar.

Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/saude/reportagem/alimenta-saude/acucar-perigos-excesso-saude-759510.shtml

Em altas doses, o açúcar provoca de obesidade a falhas de memória e câncer. Aprenda a equilibrar o consumo e conheça os perigos de uma vida açucarada.

No Brasil, estima-se que o consumo de açúcar seja de 22 colheres – o recomendado são, no máximo, dez.
Foto: Natasha Weissenborn

O açúcar está na mira de médicos e nutricionistas tanto quanto a gordura trans, a gordura saturada e o sódio. Para ter ideia dos perigos relacionados a ele, seu consumo deve ser controlado da mesma maneira que o álcool e o tabaco, segundo uma pesquisa da Universidade da Califórnia (EUA). Mas, calma lá, ele não precisa ser totalmente banido da dieta! O exagero é que deve ser evitado. E é exatamente nesse ponto que nós, brasileiros, estamos pecando (e muito). “Prova disso é que, no final do século 19, o consumo médio anual, por pessoa, era de dois quilos de açúcar. Hoje, são 37!

Boa parte desse número se deve à crescente oferta de produtos industrializados ricos nesse ingrediente, já que ele é amplamente utilizado como conservante”, aponta a engenheira de alimentos Karen Guimarães (RJ), do Centro de Competência Alimentação e Saúde da associação de consumidores Proteste. E não raramente ainda adicionamos mais da substância aos preparos diários. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o limite ideal para adultos é de 50 gramas/dia, o equivalente a dez colheres das de chá. Estima-se que no país o consumo seja de 22 colheres – mais que o dobro do recomendado! Não é só: pães e massas, apesar de salgados, são carboidratos que também são convertidos em açúcar no sangue durante a digestão. Veja a seguir os problemas de saúde provocados por um “organismo melado” e como você pode reverter esse quadro mudando alguns hábitos no dia a dia.

OBESIDADE

“Ao mesmo tempo que temos mais acesso à comida, o avanço tecnológico trouxe facilidades que diminuíram drasticamente o gasto calórico. Computadores e carros, por exemplo, ajudam a aumentar os índices de obesidade”, conta a nutróloga Liliane Oppermann (SP). No final do ano passado, a OMS divulgou um artigo confirmando a relação entre obesidade e consumo de açúcar. Uma das bases dessa teoria é que ele é viciante: uma vez ingerido, o ingrediente eleva a produção de hormônios que causam a sensação de bem-estar. O efeito é momentâneo e, logo que passa, você fica tentada a atacar mais uma guloseima. “A obesidade facilita a incidência de diabetes, hipertensão e colesterol alto”, completa a médica.

DIABETES TIPO 2

O açúcar e os carboidratos são convertidos em glicose e usados como energia pelo corpo. Mas quem exagera na ingestão pode ter resistência à ação do hormônio insulina, que retira a glicose do sangue e o envia às células para ser utilizado ou estocado. “O açúcar fica na corrente sanguínea, favorecendo problemas cardiovasculares”, diz Liliane. Além do histórico familiar, a obesidade facilita o surgimento do diabetes, que pode matar quando não é tratado corretamente.

CÂNCER

Segundo um estudo da Universidade Yeshiva (EUA), taxas elevadas de açúcar no sangue estão ligadas ao aumento do risco de câncer colorretal em mulheres, ainda não se sabe bem o porquê. “O que já observamos é que pacientes com sobrepeso e alterações metabólicas, como baixo índice de bom colesterol e hipertensão, no geral, são mais predispostos a desenvolver câncer. Mas ainda são necessárias outras pesquisas para explicar essa relação”, explica o oncologista clínico Hezio J. Fernandes (SP).

PROBLEMAS CARDÍACOS

Muito se fala sobre os efeitos do sal na pressão arterial, mas pesquisadores do Imperial College London (Inglaterra) descobriram que ingerir bebidas doces em excesso também eleva o risco de hipertensão. A relação não foi 100% decifrada, mas uma das hipóteses é que o açúcar desequilibra o tônus dos vasos sanguíneos, causando o sintoma. O aumento da gordura abdominal, que é consequência de uma dieta açucarada, ativa a produção de substâncias com potencial inflamatório. Estas, por sua vez, aumentam o risco da formação de placas de gordura nas artérias, que podem levar a infartos e derrames.

ENVELHECIMENTO PRECOCE

O ingrediente acelera o processo de glicação, um dos responsáveis pelo envelhecimento celular. Acontece assim: a glicose do açúcar adere a uma molécula de proteína e origina a glicação, chamada de AGES (Advanced Glycation End Products). “Ela deixa as células endurecidas, prejudicando a elasticidade e o viço da pele”, diz Liliane. Surgem então as temidas rugas e manchas. Os AGES também dificultam a renovação celular. Um estudo holandês feito com 600 voluntários de 50 a 70 anos mostrou que quem tinha mais açúcar no sangue aparentava ser cinco meses mais velho.

FALHAS NA MEMÓRIA

Os AGES também causam microlesões no cérebro e danificam áreas relacionadas ao aprendizado e à memória. Uma pesquisa da Universidade da Califórnia (EUA) realizada com ratos mostrou que os bichos que ingeriram xarope de milho rico em frutose (tipo de açúcar encontrado nos refrigerantes, por exemplo) tiveram prejuízo na memória e queda no número de ligações entre os neurônios, o que deixava o cérebro mais lento.

5 TÁTICAS PARA DIMINUIR A DOÇURA

- Priorize a ingestão de alimentos naturais, como as frutas.

“Apesar de conterem açúcar, elas possuem outros nutrientes que as tornam mais saudáveis que um doce. Um exemplo disso são as fibras, que deixam o processo de absorção do açúcar mais lento, evitando picos”, diz a endocrinologista Alessandra Rascovski (SP).

- Consulte os rótulos dos produtos.

Os componentes aparecem na ordem em que são mais utilizados. Evite os que contêm o açúcar entre os primeiros itens listados. E atenção: o ingrediente pode aparecer com outros nomes, como glicose, frutose, sacarose, melaço…

- Prefira os carboidratos complexos (integrais) aos refinados.

Eles possuem baixo índice glicêmico e, portanto, também evitam o excesso de açúcar no sangue.

- Use adoçante sempre que possível.

O produto leva pouquíssima ou nenhuma caloria por porção e tem um poder adoçante potente. Dê preferência à stévia e à sucralose.

- Mexa-se.

Assim o açúcar ingerido é queimado e não se transforma em gordura estocada. Mas o fato de você ser ativa não abre espaço para o exagero, combinado? Mantenha a linha!

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Restaurantes por quilo – “O perigo mora neste balcão”

Caros leitores,

Hoje estive em um restaurante por quilo para almoçar ( o qual prefiro não mencionar) e fiquei pasmo com uma cena que presenciei. Uma senhora que estava na fila servindo o seu  prato teve a cara de pau de enfiar o dedo no molho do peixe para prová-lo antes de servir-se.

Eu chamei a atenção dela com educação, pois não consigo me calar diante dessas situações absurdas. Eu disse que isso não se faz, pois há graves riscos de contaminação dos alimentos. E ela por sua vez apenas riu debochadamente e disse que realmente isso não se faz. Mas ela o fez. Também observei que a reposição dos alimentos a serem  consumidos eram feitos de uma forma pouco correta  – o próprio funcionário da reposição passava nas bordas do balcão de alimentos  um pano feio e sujo. Que horror! E ninguém parecia notar isso. Quanto descaso e descuido.

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Encontrei esse artigo abaixo e o compartilho com vocês para que todos estejam mais atentos e mais exigentes em locais como estes.

fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/Edicoes/53/artigo60698-1.asp/

O perigo mora neste balcão

Opção rápida e econômica, o restaurante self-service – do tipo que vende comida por quilo – conquistou bolsos e paladares pelo país. Embora seja o local preferido de quem tem fome e pressa, ele pode representar um sério risco para a sua saúde.

Até meados da década de 1980, eram poucas as alternativas para comer fora de casa, além dos tradicionais restaurantes à la carte e das lanchonetes do estilo fast-food. Com a vida corrida das cidades, começaram a proliferar as opções por quilo — primeiro em São Paulo; depois, Brasil afora. De suas enormes bancadas saltam saladas, carnes, massas e uma infinidade de itens que fazem a festa de todos os gostos e paladares. Mas o que pouca gente sabe é que a aparência que enche os olhos pode enganar muito. Uma singela folha de alface pode estar tão contaminada que é capaz de transmitir verminoses e até hepatite A aos que ousarem consumi-la. O mesmo vale para os demais pratos. Um pequeno descuido — seja na conservação, no preparo ou no manuseio dos alimentos por quem tem algum tipo de doença — eleva as chances de causar intoxicação e, nos organismos debilitados, morte. Um dos problemas mais comuns provocados pelo tratamento inadequado da comida é a contaminação pela salmonela, bactéria que causa diarréias, dores abdominais, febre, dor de cabeça, mal-estar, desidratação e calafrios.

O assunto é sério. Pesquisa realizada pela nutricionista Maria Teresa Trovó de Almeida, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), de Piracicaba (SP), analisou amostras de folhas de alface servidas em sete restaurantes de Limeira, interior paulista, e constatou que 88,6% desse material continha bactérias e coliformes fecais. “A alface e outras folhas devem ser lavadas uma a uma, colocadas em soluções de cloro e vinagre e mantidas sob refrigeração”, ensina a nutricionista Maria Teresa Trovó de Almeida, da Esalq.

O ideal é colocar a verdura na geladeira antes de lavá-la. Assim, você evita que alguns tipos de vermes se prendam a ela.

E uma solução ainda mais segura para não correr qualquer risco de contaminação é deixar as folhas (ou frutas com casca) de molho por cinco minutos numa solução com uma colher (sopa) de água sanitária em um litro de água.

A COMIDA PODE SER CONTAMINADA DURANTE O MANUSEIO, NO PREPARO OU QUANDO É SERVIDA.

Depois, é só lavar bem e servir. Muitas vezes, não dá mesmo para saber se um restaurante self-service tem cuidado com a comida e se preza a qualidade do que serve. Mas alguns sinais dão o alerta para os consumidores. No balcão, por exemplo, deve haver um vidro que separe as pessoas da comida. “Assim, os fios de cabelo dos fregueses ou gotículas de saliva não vão cair sobre os alimentos, contaminando- os, enquanto os clientes se servem”, afirma o bioquímico Roberto Figueiredo — conhecido pelo quadro Dr. Bactéria, exibido no Programa Fantástico, da TV Globo, aos domingos.

Como reconhecer
Outro cuidado importante é verificar se as saladas estão sobre recipientes com gelo e se os pratos quentes realmente estão aquecidos. “Eles devem ser mantidos em banho-maria a 60 graus. A pessoa percebe isso vendo o vapor que se desprende da comida”, ensina o bioquímico. Ainda entre as saladas, a maionese é um dos itens mais perigosos — como lembra Joaquim Almeida, diretor-social da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Perecível, está sujeita às oscilações de temperatura do ambiente e, conseqüentemente, às contaminações. “Para quem não dispensa o alimento, a opção deve ser sempre pela versão industrializada, que contém conservantes para diminuir o risco de contaminação.”

O diretor da Abrasel faz outras recomendações. “Não se deve estocar comida pronta. O ideal é prepará-la à medida que os itens vão sendo consumidos no salão”, diz Joaquim Almeida. Portanto, olho vivo em lugares que, em vez de trocar as travessas, apenas repõem os alimentos, colocando o mais novo sobre o mais antigo.

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